quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Entrevista com os autores da The King (29): Paola Fanticelli



Paola Fanticelli, uma das autoras da The King, é uma jovem carioca, graduanda em História da UFRJ. Também é autora de Concunhada não é parente, publicado pela Multifoco. Contato com a autora (fernandapissurno@yahoo.com.br).

1.      Paola, como você e a literatura se conheceram?
Tenho contato com a literatura desde cedo. Aprendi a ler muito jovem – 3 anos – e, desde então, tenho sempre um livro comigo.

2.      Por que a profissão de escritor lhe interessou?
O interesse pela profissão de escritora surgiu como uma decorrência natural do interesse pela literatura. Para mim, não há nada melhor do que trabalhar com algo que se ama... se é que se pode usar o verbo trabalhar. Para mim, escrever não é nenhuma obrigação, é um prazer.

3.      Por que participar de uma antologia?
Participar de uma antologia é uma experiência pela qual todo escritor deve passar, creio. É muito diferente de escrever um livro. Grande parte do processo de criação do escritor é essencialmente solitário, enquanto que participar de uma coletânea exige muito mais sociabilidade e espírito participativo.

4.      Fale um pouco sobre a The King?
Acho que é uma ideia muito interessante. Stephen King é sem dúvida um grande escritor, e um exemplo para muitos. Merece ser homenageado.

5.      Como você define o processo que envolve a compilação de uma antologia?
Requer dedicação, esforço e, mais do que tudo, amor pela literatura.

6.      Como você vê o mercado editorial brasileiro para os novos autores?
Sem dúvida, o mercado editorial brasileiro não dá muita abertura para os novos autores, mas não é muito pior do que em outros países. Para se destacar, tanto aqui quanto lá fora, é preciso ter um diferencial em seu trabalho – e também alguma sorte.

7.      Em sua opinião, é possível viver de literatura no Brasil?
Em alguns poucos e felizes casos, sim. A maioria dos escritores, porém, deve aprender a adaptar seu talento para viver.

8.      De que maneira a internet atua em sua vida de escritor?
A internet facilita, e muito, o nosso trabalho. Por meio dela, temos acesso a inúmeras informações, fontes, imagens e textos que jamais poderíamos encontrar há, por exemplo, 50 anos atrás.
9.      Qual a influência de Stephen King em sua literatura?
Posso dizer que exerceu uma influência fundamental.  Ele foi um dos meus autores prediletos desde adolescência, e suas obras me incentivaram a aprimorar minha escrita e seguir a carreira literária.

10.  Para encerrar: quais teus planos daqui pra frente? Já tem um livro na manga, projetos, publicações?
Planejo agora publicar a segunda parte de meu primeiro livro, Concunhada não é parente. Eventualmente, após terminar a revisão, publiquei o próximo, que se chama Plano de Extermínio.

Entrevista realizada pela Editora Multifoco – Unidade Sul

Sinopse: E se o seu amante perfeito não fosse deste mundo?


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Nova sinopse de conto anunciada: "Sereia"

August Mcgregor é um homem triste e seu mundo é um lugar frio. Ele retorna ao local onde viu sua mulher pela ultima vez desejando que seja a ultima vez que tera que fazê-lo. Ele  só quer acabar com as lembranças amargas.
Mas algo o espreita por entre as árvores, algo sussurra pela chuva, um mistério o observa, como uma sereia em um mar revolto.

"Sereia", de Vinicius Cardoso, está na Antologia The King Vol. I

Veja as sinopses de contos já divulgadas em http://antologiatheking.blogspot.com.br/p/contos.html .

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Entrevista com os autores da The King (28): Narjara Oliveira



Narjara Oliveira, uma das autoras da The King, reside em Diadema – SP. Começou a escrever no início de dois mil e nove. Tem trinta anos e possui alguns de seus contos publicados em antologias como Sombrias Escrituras e Clube das Bruxas, ambos em editoras independentes. Contato com a autora (narjara-7@ig.com.br).

1.      Narjara, como você e a literatura se conheceram?
Acho que a primeira interação com as palavras para uma criança são os gibis, a partir disso, se abrem as portas para o mundo fantástico dos livros. Posso dizer que O Escaravelho do Diabo, Menino de Asas, A Ilha Perdida, entre outros da coleção Vagalume, despertou-me o real gosto pela literatura.

2.      Por que a profissão de escritor lhe interessou?
Ler, sempre foi uma das minhas paixões. Alguns anos atrás, não poderia imaginar-me do outro lado, mas depois da insistência de uma amiga, resolvi arriscar. Foi uma surpresa agradável ao ver que o que tinha postado, havia recebido boas críticas, e a partir disso, me senti confiante a continuar escrevendo. Sei que tenho muito que aprender para estar à altura de ser chamada de escritora.

3.      Por que participar de uma antologia?
Independente de qualquer retorno financeiro, só de imaginar que outras pessoas que você nunca teve contato em sua vida, irão ler uma estória criada por você, eleva sua autoestima. Além de ter a chance de conhecer os demais trabalhos literários de outros autores na mesma antologia.

4.      Fale um pouco sobre a The King?
The King é uma antologia inovadora, que instiga nosso imaginário, tanto para os autores, quanto os leitores que irão acompanhar cada conto em homenagem ao grande escritor Stephen King.

5.      Como você define o processo que envolve a compilação de uma antologia?
Para escritores amadores, é um meio acessível de poder apresentar seus trabalhos. Felizmente, existem editoras sérias, profissionais dispostas a apostarem no talento desse público. Sinto-me prestigiada quando envio algo criado por mim, e este é avaliado e aceito para publicação.

6.      Como você vê o mercado editorial brasileiro para os novos autores?
O escritor amador ainda precisa lutar pelo seu espaço para conseguir publicar através das grandes editoras, além de contar com o preconceito de um público exigente que preferem obras internacionais. No entanto, vejo isto como sendo mais um desafio para ser superado.

7.      Em sua opinião, é possível viver de literatura no Brasil?
Existem ótimos escritores brasileiros que conseguiram conquistar este espaço. Para nós que estamos começando, servem de exemplo para não desistir se realmente for algo que você quer para sua vida. A estrada pode ser longa e conter vários obstáculos no caminho, mas a recompensa no final pode valer a pena.

8.      De que maneira a internet atua em sua vida de escritor?
A internet é um meio de comunição que ajuda o escritor de modo positivo. É através de blogs e alguns sites que o escritor divulga seus trabalhos, pode acompanhar o que as pessoas acham de seu trabalho. Além de poder contar com algumas ferramentas de pesquisas online para seus futuros projetos literários.

9.      Qual a influência de Stephen King em sua literatura?
Sempre me senti atraída pelo gênero suspense, terror. Seja nos filmes, ou na literatura, é algo que me fascina. Stephen King é um grande escritor do gênero, e suas obras conseguem despertar o medo que o leitor tanto procura quando lê uma de suas obras. King serve de grande inspiração para quem quer se aventurar nessa área.

10.  Para encerrar: quais teus planos daqui pra frente? Já tem um livro na manga, projetos, publicações?
Tenho ideias para serem trabalhadas com mais calma e dedicação. Finalizar contos inacabados, trabalhar em projetos futuros, quem sabe em parceria com outro escritor. Iniciar um romance longo e sempre que puder, tentar ingressar em outras antologias.
Entrevista realizada pela Editora Multifoco – Unidade Sul


sábado, 3 de agosto de 2013

Nova sinopse de conto anunciada: Negócios De Família

Rodrigo é um “bon vivant”, um parasita abjeto que esbanjou a fortuna de família com noitadas, jogo, drogas e mulheres. Para conseguir pagar suas dívidas e garantir mais alguns anos de esbanjamento e vida fácil, planeja e executa o assassinato de sua própria avó, D. Moira Alves de Castro, roubando seu dinheiro e jóias. Porém, não tardaria a se arrepender de tê-lo feito, pois a justiça pode tardar, mas não falha nunca.   


"Negócios De Família", de Renato G. Cunha, está na Antologia The King Vol. II

Veja as sinopses de contos já divulgadas em http://antologiatheking.blogspot.com.br/p/contos.html .

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Entrevista com os autores da The King (27): Michel Alves Lopes



Michel Alves Lopes é um dos autores da The King. Vinte e quatro anos, nascido no dia vinte e oito de agosto de mil novecentos e oitenta e oito, natural de CEILÂNDIA-DF. Atualmente é estudante de Design gráfico e consultor de vendas. Um grande fã da vida e obra do escritor Stephen King e outros do gênero. Contato com o autor (michel.alves23@gmail.com).

1.      Michel, como você e a literatura se conheceram?
R: Um amigo me indicou um livro para ler. Segundo o próprio: “A coisa mais legal que já vi!” O tal livro contava a historia de um carro antigo com vida própria e instinto assassino...

2.      Por que a profissão de escritor lhe interessou?
R: Na verdade começou por acaso. Escrevíamos contos entre amigos e discutíamos as ideias usadas. Tornou-se uma brincadeira à toa entre nós até que resolvi participar de concursos para antologias. Ver o seu trabalho selecionado dentre tantos outros do gênero cria uma nova realidade sobre sua própria dedicação a literatura.

3.      Por que participar de uma antologia?
R: Porque foi o meio mais acessível que encontrei para ter meu nome em um livro. É bem verdade que o mercado editorial brasileiro evoluiu nos últimos anos, mas para um escritor amador a tarefa ainda está bastante árdua.

4.      Fale um pouco sobre a The King?
R: Stephen King é o maior escritor de todos os tempos por todos os seus trabalhos e influência. Participar de um concurso que homenageia tal pessoa seria uma obrigação da minha parte. “The King” será leitura obrigatória daqui uns anos para os amantes do gênero e espero de verdade que o próprio homenageado tome conhecimento da construção dessa obra em seu nome.

5.      Como você define o processo que envolve a compilação de uma antologia?
R: Acredito que seja o modo mais democrático para escolher trabalhos amadores. Escrever, editar e revisar um trabalho por outro modo seria bem mais penoso.

6.      Como você vê o mercado editorial brasileiro para os novos autores?
R: Apesar de o cenário ter mudado favoravelmente de uns anos para cá, ainda vejo o mercado editorial bastante restrito para novos autores. Existe certa resistência das grandes editoras em enxergar futuro comercial promissor em ideias de pessoas ainda não consagradas e também há preconceito por parte dos leitores em perceber qualidade nas obras assinadas por pessoas de nomes comuns — não estrangeiros.

7.      Em sua opinião, é possível viver de literatura no Brasil?
R: Essa é uma pergunta difícil. São poucos os que conseguem e varia muito do que o autor percebe como profissão, pois uns escrevem um livro por semestre para cumprir contratos e seguem tendências de mercado para sobreviver no ramo. Outros acham mais importantes o livro e não quem o fez, então, em minha opinião, atualmente acho difícil que alguém que se importe realmente com seu trabalho e viva exclusivamente de literatura.

8.      De que maneira a internet atua em sua vida de escritor?
R: A internet é minha maior fonte de pesquisa atualmente. Entro em sites que publicam contos, já participei de alguns deles. Pesquiso editoras, blogs e afins para saber como anda o cenário para escritores do gênero.

9.      Qual a influência de Stephen King em sua literatura?
R: O primeiro livro que li do King foi “Christine” e logo em seguida li o “Cemitério”. Foi rápido perceber que se tratava de um escritor muito diferente de tudo o que já havia lido na vida. Mas foram as obras “Tripulação de esqueletos” e “Sombras da noite” que realmente me influenciou a escrever contos.

10.  Para encerrar: quais teus planos daqui pra frente? Já tem um livro na manga, projetos, publicações?
R: Tenho a ambição de publicar um livro de contos no mesmo estilo de “Sombras da noite”. Já tenho alguns textos prontos e o teste para saber se está realmente ficando aceitável foi este meu texto selecionado para o THE KING. Tenho fé que conseguirei escrever mais alguns bons contos e quem sabe no futuro conseguir publica-los pela editora Multifoco. Já tive outro conto (chamado Cheiro de túmulo) selecionado por uma editora de São Paulo, mas não participei da antologia na época por problemas pessoais.


Entrevista realizada pela Editora Multifoco – Unidade Sul

Sinopse de conto anunciada: "Quebra-Cabeça"

Um legista, unindo forças ao delegado Douglas Barbosa, registra em seu diário o progresso de sua busca pelas peças de um quebra-cabeça ligado a um crime cujas vítimas foram sua cunhada, Susana, e sua afilhada, Letícia. A cada peça, ele se vê mais próximo de encontrá-las. A cada peça, o tempo de vida das duas se torna cada vez mais incerto. Acompanhe as peças desse quebra-cabeça se encaixarem até que você possa enxergar a maior representação do terror de nossa realidade: a natureza cruel do ser humano contra ele mesmo.

"Quebra-cabeça", de Victor F. Miranda, está na Antologia The King VOl. I

Veja as sinopses de contos já divulgadas em http://antologiatheking.blogspot.com.br/p/contos.html .

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Entrevista com os autores da The King (26): Marcos Blauth




Marcos Blauth é um dos autores da The King. Tem vinte e dois anos e é estudante do quinto semestre de Bacharelado em Letras na Universidade Federal do Rio Grande do sul, com ênfase em Tradução Inglês — Português. É também um grande fã de Stephen King e de literatura de terror em geral. Contato com o autor (mv.blauth@gmail.com).

1)      Marcos Blauth, como você e a literatura se conheceram?
Meu gosto pela literatura tomou maior forma quando eu tinha dezesseis anos. Foi nessa época em que comecei a ler mais e foi quando conheci clássicos brasileiros, como Machado de Assis e José de Alencar, e também clássicos e contemporâneos estrangeiros do gênero terror, como Bram Stoker e Stephen King. Diante das obras desses autores, minha vontade de não só ler mas também de escrever se intensificou. De início, escrevi alguns pequenos contos e me matriculei em um curso de roteiro de cinema. Em 2011 meu gosto pela literatura se transformou em objeto de estudo, quando me matriculei no curso de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do sul, onde pude me aprofundar no estudo da literatura -- tanto na análise de romances nacionais e estrangeiros quanto no estudo da teoria literária --, e na tradução literária de língua inglesa. 

2)      Por que a profissão de escritor lhe interessou?
Porque sempre gostei de inventar histórias. Na infância, minha brincadeira preferida era reunir todos os brinquedos que eu tinha e fazer uma história que envolvesse todos. Desde histórias de pilotos de carros até histórias de invasões alienígenas. Tudo era motivo para criar. Com o passar do tempo, encontrei a literatura e pude perceber que ali eu poderia aplicar toda a criatividade que eu tinha. Então influenciado pelos autores que lia, comecei a criar meu próprios contos.

3)      Por que participar de uma antologia?
Porque acredito que a antologia tem a capacidade de reunir novos autores e dar força a eles. Um livro de um autor novo nem sempre é bem aceito (ou por preconceito ou por puro desconhecimento). Todavia a antologia traz o diversificado, o múltiplo, e isso incentiva tanto o editor quanto o futuro leitor.

4)      Fale um pouco sobre a The King?
Assim que fiquei sabendo do concurso, tive uma vontade imediata de participar. Tanto pela oportunidade de ter um conto publicado, mas principalmente por se tratar de uma homenagem a um autor de quem tanto gosto e quem tanto leio. Grande parte das inspirações que tenho para escrever meus contos tem Stephen King e suas histórias como fonte. Então essa união (oportunidade mais homenagem ao autor) me fez querer muito ser selecionado para a antologia.

5)      Como você define o processo que envolve a compilação de uma antologia?
Um processo que requer uma visão do todo e ao mesmo tempo do particular. A antologia tem a missão de abranger diversos autores, mas eles precisam conversar entre si. Um leitor quer uma antologia que o surpreenda a cada nova história, mas que também mantenha uma coerência enquanto obra. E acredito que definir o tema da antologia do The King foi totalmente ao encontro disso. O gênero suspense/terror está ali em todos os contos, e, ao mesmo tempo, esse gênero se renova com diversos estilos e histórias.

6)      Como você vê o mercado editorial brasileiro para os novos autores?
Um mercado ainda difícil, mas que tem se mostrado mais receptivo. Há alguns anos, era praticamente impensável um novo autor que não tinha conhecidos em editoras ou que não tinha já certa representatividade social publicar uma obra. Agora, muitas editoras, dentre as quais a Multifoco se encaixa, dão a oportunidade a esse novo autor. E, assim, o leitor vai se acostumando cada vez mais a encontrar novos autores na prateleira das livrarias e começa a experimentá-los.
7)      Em sua opinião, é possível viver de literatura no Brasil?
Certamente é possível. Há muitos autores brasileiros que são best-sellers no país, e alguns também no exterior. Porém, sem dúvida, não é algo fácil. Nem sempre a qualidade basta para tornar uma obra conhecida e bem vendida. É preciso persistência, um bom planejamento de marketing do autor e editor; pois, mesmo sendo uma obra de arte, o livro é também uma mercadoria.

8)      De que maneira a internet atua em sua vida de escritor?
Embora eu escreva há algum tempo, minhas histórias geralmente se limitavam a familiares e amigos. Nunca as expus para pessoas de fora nem na internet. Contudo, com a boa experiência que obtive na participação do concurso da The King (que encontrei na internet), começarei a utilizar o meio on-line para divulgar meu trabalho. Talvez criando um blog ou postando alguns contos em sites de compartilhamento, como o Wattpad.

9)      Qual a influência de Stephen King em sua literatura?
Sem dúvida, Stephen King foi a principal razão de eu começar a escrever. Ler suas histórias me encheu de vontade de também poder criar. Sua capacidade de colocar personagens reais em situações fantásticas me encantou e ainda me encanta. Me fez querer trabalhar com o misterioso e com o suspense em meus escritos.

10)  Para encerrar: quais teus planos daqui pra frente? Já tem um livro na manga, projetos, publicações?
Meu próximo passo é verter para o inglês uma novela que escrevi no início do ano, a fim de veiculá-la em sites estrangeiros, e dar início a escrita de um romance que venho planejando há algum tempo.


Entrevista realizada pela Editora Multifoco – Unidade Sul